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POSTADA EM: 10/12/2017 às 16h08    POSTADOR: SEMCOM - PEDRO II
Evento Pedro II Sustentável traz boas novidades para o município
Experiência de técnicos e pesquisadores renomados do setor propõe melhorias ao município

O arquiteto paisagista pernambucano Luís Vieira, que ministrou palestra na manhã de 8 de dezembro, no prédio da Câmara Municipal de Vereadores de Pedro II, declarou que: “Eu achei muito rico essa ideia do Júlio Medeiros e da prefeitura de trazer esse Teresina Sustentável para Pedro II Sustentável, esse é um evento paralelo, e discutir não só a sustentabilidade de Pedro II, mas o patrimônio e também a paisagem. Então isso é muito importante e foi debatido hoje nas exposições essa preocupação com o patrimônio da paisagem: o patrimônio não é só a edificação, não é só o adobe ou o prédio, mas é toda a paisagem que a gente vê. É importante preservar essa paisagem e qualquer intervenção seja feita sempre sentindo essa sensibilidade interagindo dentro de um conceito da história do lugar, da memória do lugar, para que você tenha sempre essa identidade entre espaço aberto e espaço interno, entre edificação e praça, entre espaço público e espaço privado.”

Sobre o interesse do poder público e da sociedade civil poderem estar intervindo positivamente no espaço geográfico e no espaço histórico atuando junto com o espaço paisagístico, o arquiteto Luís Vieira assim se exprime: “É fundamental o envolvimento da população e do poder público; sem a vontade política e sem a vontade do povo nada acontece. Essa coisa importantíssima que a gente está trabalhando e está fazendo em Recife que é o parque Aparílio, que tem base num tripé da metodologia que é a Universidade Federal, um Instituto de Pesquisa que nós temos, que eu sou um dos diretores, que é o Instituto de Pesquisa e Inovação para as Cidades, da Universidade Federal de Pernambuco, que a prefeitura contratou para fazer um parque com a reestruturação urbana, que o nome do parque é Aparílio, do rio Capibaribe.”

Projetos Sustentáveis

Ele fala das três etapas que constituem a realização de projetos sustentáveis: “A gente vê esse tripé que é a área de pesquisa e de projetos que é a área mais tradicional, mas a gente vê também essa parte de inovação que é importante estar também ligada à pesquisa e tem também a comunicação do projeto entre a prefeitura e a sociedade, que é o que está acontecendo, os projetos, etc. E o terceiro momento é a ativação, que é ter sempre uma equipe ativando com a comunidade as pessoas envolvidas em cada projeto, para eles intervirem e verem o que querem fazer na área externa.”

E acrescenta que há diversas dimensões de atuação sobre o espaço público: “Hoje em dia, qualquer trabalho que você faz, em projetos externos de praças, de espaços públicos, de equipamentos públicos, se você não tiver o envolvimento da comunidade, para saber o que eles querem, o que eles estão precisando, o que acham que é importante ter na redondeza deles, a coisa não funciona, não vai para frente, tem o perigo de criar um projeto, por mais bonito que seja esteticamente, mas que não tem uma alma, uma resposta à sociedade, à ansiedade da população. Aí, se não tiver um bom uso da população o espaço morre, fica morto não é? Esse é o momento de desafio, de sempre trabalhar para o que a população precisa, do que precisa para sua cidade, do que precisa para seu bairro, do que precisa para sua rua.”

Luís Vieira dá uma dica a quem tem interesse em colaborar com ações e projetos em prol de sua localidade, seu bairro, com a sustentabilidade da cidade: “É o momento de uma educação ambiental e de uma preservação dos costumes. A gente nota aqui na rua as pessoas com o costume de manter a cadeira na calçada, de conversar, bater papo na sombra e também a gente vê um perigo que são os muros: muitas casas estão subindo os muros e botando grades, então isso começa a matar o espaço público. A própria ilusão de segurança do muro é uma ilusão de segurança, porque quanto mais exposta para a rua, vamos supor, com o muro baixo você está olhando para a rua, a rua está ali olhando você, é mais segurança, isso já foi comprovado em pesquisas com presidiários: eles preferem assaltar as casas com muro alto porque você entra e não vê ninguém lá dentro. Então é ilusão, ao mesmo tempo que você cria essa barreira sua para a rua, você cria uma prisão, e ao mesmo tempo a rua passa a ser um lugar hostil porque você não tem a segurança, a vigilância do cidadão e das casas.

A relação do cidadão com sua rua, seu bairro e sua cidade

Ainda segundo Luís Vieira: “É muito importante ter uma conscientização de segurança cidadã e que a prefeitura atue para se evitar esses muros, convencer as pessoas de que não precisa fazer esses muros e até proibir esses muros altos, deixar os gradis, deixar essa coisa mais legal. Então a primeira coisa é a relação do cidadão com sua rua, você sair e ter essa rua que você use, que seja sua. E aí isso se reflete também no seu bairro, qual é o lugar que você tem no seu bairro que você pode usar como espaço público: é uma pequena pracinha, é um beco, uma rua, então o que fazer desse espaço para ser usado pela população, para que seja um ponto de encontro de comunidade. E aí vai para a escala da cidade que é quando você chega no próprio sítio, no quadrante cultural, o centro histórico e que você precisa desse espaço para atender também a população: tanto de Pedro II quanto também de fora, os turistas, o pessoal que vem passar uma temporada, ... e o que precisa fazer aqui para melhorar essa situação.”

Educação ambiental e ecologia urbana

Ele finaliza falando a respeito da educação ambiental aos cidadãos e iniciativas que podem ser tomadas em relação a ecologia urbana: “Pedro II é uma cidade muito bonita, que tem a Serra, tem uma vista bonita, mas a gente vê essa interferência que chocou muito: primeiro, os muros que estão começando a subir, e segundo, a praga do nim, que é essa árvore nim que está virando uma praga na cidade, é preciso conscientizar a população e até proibir esse uso de nim, que já é proibido em vários locais, porque é uma árvore que, tudo bem, ela cresce rápido, dá sombra e tal, mas também é agressiva para o meio ambiente, aos insetos, principalmente às abelhas, ela tosca as abelhas. Então, é importante a prefeitura ter um trabalho, com botânicos, com biólogos, talvez da universidade federal, para começar... o instituto de pesquisa agronômica, de agricultura do Estado, para começar a ter mudas que se adaptem, que cresçam rápido, se adaptem àquela situação e substituam o nim. Alternativas que deem frutos para atender aos pássaros, que deem frutos aos animais silvestres que moram nas árvores, os saguis, os pássaros, o calango, ... e aí você tem a ecologia urbana mais rica.”



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